Empresas OffShore  & Blindagem Patrimonial.

Publicada em 10 de Setembro de 2021

  • Empresas OffShore  & Blindagem Patrimonial.

Belize, Cayman ou mesmo Geneve Swiss sempre foram conhecidas por serem paraísos fiscais, assim como as Ilhas Jersey, onde o ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, teve boa parte de sua fortuna diminuída em milhões de dólares apreendidos e repatriados para os cofres públicos.

Na grande maioria dos casos, as sociedades “offshore” estão em territórios onde praticamente não existe transparência bancária. A solução? Muitas vezes são utilizados os chamados “Testas de Ferro”, que apagam as pistas sobre os verdadeiros proprietários destas estruturas. Claro que existem Offshore legais, que declararam no Imposto de Renda, mas, infelizmente, são a minoria.

O fato é que este ambiente de falta de transparência é ideal para quem quer lavar dinheiro, principalmente o proveniente de atividades ilícitas e/ou criminosas que se misturam, porque para muitos empresários sonegação fiscal não é crime, quando na realidade é. 

Empresários e empresas com dívidas negativadas e fiscais, ou mesmo que fazem negócios por fora ou sem nota, encontraram essa forma de proteger seus patrimônios de uma maneira ilícita, enviando recursos para esses paraísos fiscais, utilizando-se de pessoas e instituições especializadas neste tipo de trabalho por meio de operações cabo. 

O que é um cabo? Este tipo de operação é feito da seguinte forma: O empresário vai ao banco sacar o dinheiro proveniente de um ato ilícito.

Por exemplo: recebe um precatório ilegalmente e não pode ficar com o dinheiro em conta, devido às penhoras online por dívidas fiscais.  Para não correr o risco de ter esse valor penhorado, depois de sacar o dinheiro no banco, leva-o em espécie em uma sacola ou mesmo mala para casa e a pessoa ou funcionário da instituição especializada neste tipo de trabalho, pega o dinheiro e deposita na conta de outra pessoa aqui, no Brasil, para esquentar o dinheiro para esse outro empresário ou empresa, e  transfere o valor para a conta do empresário em nome destas empresas Offshore, nestes paraísos fiscais, em Dólar,  Euro ou na moeda que mais for conveniente. É confuso? Mas é assim que acontece.

Essa sempre foi a Bridge (ponte) da lavagem de dinheiro. E por que lavagem de dinheiro? Porque não se paga imposto e se esquenta dinheiro transformando dinheiro ilegal em legal. E o primeiro empresário fica sem o risco de ter penhorado o seu dinheiro, que deve ao fisco, porque ele está seguro lá fora, nas Offshores.   

Isso sempre foi muito seguro. Mas, depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, Estados Unidos e União Europeia aprofundaram as medidas de combate à lavagem de dinheiro no âmbito do primeiro e terceiro pilares, tendo editado a Directiva 2005/60/C,E de 26/10/2005, que foi a terceira diretiva no âmbito da União Europeia sobre lavagem.

Essa diretiva também se limita a exigir que a lavagem seja proibida.

Outros tratados de Viena e Veneza vêm endurecendo desde 2006 e colocando cada dia mais em risco essa prática criminosa.  

O que muitos empresários não sabem é que todas as movimentações financeiras são rastreadas. Empresas especializadas em Miami já oferecem esses serviços facilmente a clientes que procuram esses ilícitos, seja para uma dívida negativada ou até mesmo para um processo de inventário. Empresários com valores repatriados, facilita mais o follow the money e para esses ilícitos o pior está por vir:  Existe uma tese que os órgãos fiscalizadores sabem que a parte repatriada é só a ponta do iceberg.

Precisando rastrear contas no exterior de algum devedor? Este é mais um serviço que a K90 Negociações Bancárias faz! Consulte-nos!

Até a semana que vem com a Palavra do CEO

Alexandre, da K90


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