Do sofisticado bairro ITAIM BIBI, em São Paulo, para Altamir

Publicada em 20 de Agosto de 2021

  • Do sofisticado bairro ITAIM BIBI, em São Paulo, para Altamir

Para quem está acompanhando meus relatos, até agora só contei o que deu certo na proteção do patrimônio da minha família e os frutos colhidos nas ações que entramos contra os Bancos. 

Como dizem por aí, “Só contei até agora a parte boa”. Mas, não foi só isso. Acredite. 


Minha missão era aumentar o faturamento das outras empresas que faziam parte do grupo econômico que tínhamos, com um “pequeno” detalhe:  sem crédito e com a credibilidade lá embaixo. Resultado? Acabamos assumindo riscos absurdos para fazer caixa e para pagar as dívidas da empresa-mãe, que na época era de mais de 20 milhões de dólares.


O que tinha tudo para dar errado, realmente se confirmou. Foi catastrófico. Quebramos mais duas empresas e passamos por muitos dissabores. Eu, com 27 anos, saí do Itaim Bibi e fui parar na cidade de Altamira para administrar uma fazenda de gado que tínhamos em outra cidade chamada Uruará, também no Pará. Esta fazenda ficava no km 140 da Transamazônica. 


Passei por outra “catástrofe”. Sim, tive de dar adeus ao Café Photo, a Charlie Edward, a Love Story. Quem conhece e viveu o auge destes lugares, sabe bem o que estou falando e entenderá esta “tragédia” em minha vida pessoal... Há algum tempo, li uma matéria da Empiricus, uma publicação fantástica, aliás, onde o economista, Felipe Miranda, escreveu: "Fiquei sabendo que o Love Story pediu recuperação judicial." Confesso que ao ler, passou um filme em minha mente, relembrando os bons momentos que passei lá. Fique bem triste, é verdade. Como um lugar com tantas histórias para contar, pode acabar assim?  

    

Voltando a Altamira, para quem não a conhece, é o maior município do mundo, em termos de extensão, ultrapassando países, como Portugal, Islândia, Irlanda e Suíça. Ela fica no meio da Transamazônica a às margens do Rio Xingu. Foi lá que o presidente, Emílio Garrastazu Médici, em tom ufanista, em 9 de outubro de 1970, deu forma à faraônica estrada. Com a derrubada de uma árvore de 50 metros, o presidente Médici iniciou a cerimônia da construção da rodovia Transamazônica . Hoje, Altamira é mais conhecida pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte.   Quanto a mim, para diminuir as despesas, passei a morar na casa de um amigo, e ia me dividindo entre a casa dele e a fazenda.


Apesar da missão ser outra, o mesmo objetivo era o mesmo: levantar grana para pagar dívidas da empresa-mãe, que estava em concordata. Só que desta vez era conseguir financiamento no Basa (Banco da Amazonia). Parecia um trabalho fácil, já que a garantia era a fazenda. Aliás, dá-la como garantia foi graças ao trabalho fantástico de um pupilo que tínhamos na empresa, o Ronaldo. O cara é daqueles que dá nó em pingo d’água, não tem trabalho difícil. Ele conseguiu liberar a fazenda, que estava em garantia fiduciária em um dos bancos credores. 



Fui para lá para conseguir o financiamento.  Ao chegar, vi como as coisas funcionavam. Nada é rápido. Dois anos depois me deparei com a primeira prova de caráter que um homem passa na vida. Aquilo não era para mim. Pensei: “Vou vender!” Nossa fazenda era muito boa. Tinha 4.000 hectares e estava às margens da Transamazônica, um local estratégico. Não era muito grande para os padrões do Pará, mas era bem cobiçada. O primeiro pretendente foi o nosso vizinho, Edvard Queiroz, ele mesmo, o dono do Frigorífico Minerva. Porém, não deu negócio. Ele percebeu que estávamos quebrados e quiz tirar vantagem. Não a vendi.  Acabei achando o Martins , um empresário do Espírito Santo, mas, nada a ver com o grupo Martins . Algum tempo depois, não para minha surpresa, vários fazendeiros conhecidos  foram presos e processados por negociações ilícitas com essas operações de financiamento. O que é uma pena, pois essas regiões precisam de dinheiro subsidiado para o desenvolvimento da região.  


Após a venda, iniciamos uma retomada do nosso grupo econômico, felizmente de uma forma menos traumática, dependendo menos de dinheiro emprestado e juros altos das factorings, que descontavam duplicatas para nós. Quanto aos bancos, não podíamos passar nem na porta. Mas, a grana ainda era curta. Não havia dinheiro que chegasse.


Semana que vem continuamos com o Precatório 88* da prefeitura de BH, que recebemos. 


E com essas experiências em negociações bancárias e muita luta, que a K90 disponibiliza a você uma série de serviços para auxiliá-lo a sair das situações mais difíceis.


Muito prazer! 


             Alexandre 

                 CEO 

  K90 Negociações Bancárias 


Reduzindo Dívidas

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